terça-feira, 30 de novembro de 2010

Estilhaços.


O silêncio que habita minha alma faz um barulho ensurdecedor, estridente e penetrante. Ele percorre os cantos do meu quarto em busca de um lugar pra sair, em vão. Cubro meus ouvidos com as minhas mãos, que já estão sujas do sangue que brotam dos meus pulsos. Tenho um vislumbre, uma rara lembrança dessa minha tentativa de livrar-se desse tormento. Apenas um flash, que se apaga, some. Sinto o ar pesado, pegajoso. Parece que ele se voltou contra mim, não quer levar o que eu quero expulsar. Sinto-me esvaída, cansada por tentar extirpar aquilo que me infecta e não quer sair. São lâminas vitrificadas, entranhadas em minha carne e, quanto mais eu tento, mais se aprofundam.

4 comentários:

naty ribeiro disse...

Sillll..
nossa arrepiei com esse textooo!!
c ta sofreno minha filha???
que lindooo ele...
amoooo mtooo!!

Francorebel disse...

Um dos textos mais interessantes que já li por aqui. Gostei da ambiguidade do início, da descrição do sofrimento e do impacto das palavras.

D +!

Abraços!


F.

Pαℓℓoмα Vαsconceℓos disse...

Bastante interessante seu texto, hehe'
Te seguindo!

http://pallomavasconcelos.blogspot.com/

;*

Japiinha disse...

Gata, tow te seguiindo..me segue? ^^

http://jogando-de-saltoalto.blogspot.com/

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